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Endometriose, tem tratamento!

dor pélvicaA endometriose é uma doença inflamatória crônica que se caracteriza pela presença do tecido endometrial (endométrio é o tecido que reveste internamente o útero e descama durante a menstruação), fora da cavidade uterina.

Muitos anos se passaram para que a medicina baseada em evidências associada a evolução dos exames laboratoriais e de imagens, pudessem detectar mais precocemente, a ENDOMETRIOSE, doença que afeta cerca de 7 milhões de brasileiras.

Quantas mulheres durante seu período menstrual deixaram de ir à escola ao trabalho ou mesmo à academia em decorrência de fortes cólicas menstruais?

Diversos estudos clínicos, demonstraram que os estrogênios         (hormônio feminino), estão relacionados com  o desenvolvimento da endometriose, e por esse motivo   essa doença está associada  ao período reprodutivo da mulher (fertilidade feminina). Outros estudos também, demonstraram uma melhora clínica e a não progressão da doença (endometriose) nas usuárias de pílulas anticoncepcionais, assim como mulheres que praticam exercícios físicos. Durante a atividade física são liberadas na corrente sanguínea, glicoproteínas também chamadas de citocinas, que tem propriedades anti-inflamatórias, capazes de melhorar a resposta Imunológica da mulher.

 

QUADRO CLÍNICO

DOR PÉLVICA CRÔNICA

A dor pélvica crônica é a queixa ginecológica mais comum e está presente em mais de 60% das mulheres com quadro clínico de endometriose. 

A dismenorreia (cólica menstrual) caracterizada por forte dor no baixo ventre, pode se irradiar do baixo ventre para região lombo-sacra e para as pernas. No entanto, algumas mulheres já começam a sentir desconforto pélvico bem antes do início da menstruação.

A dispareunia de profundidade, se caracteriza por uma dor localizada, bem no fundo da vagina,   durante o coito vaginal e pode ser provocada por cicatrizes e fibrose dos nódulos de endometriose, infiltrados no fundo da vagina.

ALTERAÇÕES INTESTINAIS durante o período menstrual:

-dor à evacuação 

-sangramento nas fezes

-inchaço abdominal

-aumento do trânsito intestinal

ALTERAÇÕES URINÁRIAS durante o período menstrual:

-disúria (ardência para urinar)

-hematúria (sangue na urina) e aumento da frequência urinária. 

DIFICULDADE PARA ENGRAVIDAR 

Pela presença de “aderências” pélvicas, provocadas pelo intenso processo inflamatório da endometriose alterando a anatomia pélvica, muitas mulheres podem apresentar dificuldade para engravidar, no entanto outras causas de infertilidade deverão ser excluídas (tanto na mulher quanto no homem).

 

TRATAMENTO 

Até hoje, não se tem um tratamento que garanta a cura definitiva e permanente da endometriose. Os tratamentos disponíveis têm como objetivo, alívio dos sintomas, controle da evolução da doença e melhora na qualidade de vida da mulher.

A decisão sobre qual tipo de tratamento, vai ser indicado irá depender da história clínica, exame físico e dos exames laboratoriais e de imagem.

O tratamento cirúrgico, normalmente é indicado, quando a paciente não respondeu de forma satisfatória ao tratamento medicamentoso.

 

TERAPIAS MEDICAMENTOSAS MAIS UTILIZADAS

1_ Anti-inflamatórios não hormonais (AINH) 

2_Anticoncepcional oral combinado  

3_Progestagênios, podem ser administrados através de

     3.1_ pílulas anticoncepcionais contínuos

     3.2_injeção anticoncepcional

     3.3_implantes dérmicos

     3.4_sistema intrauterino hormonal SIU (DIU hormonal  Mirena)

 

Os progestagênios, são hormônios sintéticos a base de progesterona e sua ação inibe a proliferação do ENDOMÉTRIO (camada que reveste internamente o útero) causando ATROFIA.

O diagnóstico e o tratamento precoce da endometriose, assim como mudanças no estilo de vida, tem se mostrado satisfatório no alívio dos sintomas e na qualidade de vida das mulheres.

Por isso, deixe de lado a vergonha e as crenças ligadas ao ciclo menstrual e procure seu ginecologista de confiança, desde o início dos sintomas!   

 

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