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HERPES GENITAL: O QUE PRECISA SABER

É uma doença viral causada pelo vírus do herpes simples (HSV), altamente contagiosa, que atinge a pele ou mucosas podendo ser transmitida por relação sexual, pelo canal de parto em gestante infectadas, e em alguns casos, a fonte de infecção não é definida.

É considerada uma IST (Infecção Sexualmente Transmissível) porque é transmitida predominantemente pelo CONTATO SEXUAL incluindo o OROGENITAL.

É causada por 2 TIPOS DE VÍRUS:

O TIPO 1 (HSV1): normalmente associado às infecções dos lábios, boca e face (regiões mais expostas à luz solar).

O TIPO 2 (HSV2): geralmente atinge a mucosa genital/anal do homem e da mulher.

MANIFESTAÇÃO CLÍNICA PRINCIPAL

O contato com lesões ulceradas ou vesículadas, durante a relação sexual é a via de transmissão mais comum.

A primeira manifestação (primo infecção) da doença pode ser precedida de mal estar geral, febre, dor de cabeça ardor dor e coceira no local. Os primeiros sintomas costumam aparecer 7 a 10 dias do contato sexual com uma pessoa infectada.

Sobre uma área avermelhada, aparecem pequenas “bolhas” agrupadas que em geral se rompem e se transformam em pequenas úlceras que evoluem para crostas num período de 7 a 10 dias e regridem.

O vírus é transmitido mais frequentemente por contato direto com as lesões ou com objetos contaminados (vibradores, toalhas, roupas íntimas).

O HSV2 costuma ser transmitido durante o sexo vaginal ou anal, já HSV1 costuma ser transmitido pelo sexo oral (contato da boca com genitália).

O chamado herpes recorrente é a reincidência de LESÕES DO HERPES geralmente no mesmo local da infecção anterior e surgem após estresse intenso ou exposição ao sol.  São precedidas por sintomas locais de ardência, coceira, formigamento e no caso do herpes genital pode ocorrer febre e ardor ao urinar.

A ocorrência e frequência das crises está intimamente relacionada com o sistema imunológico do indivíduo: estresse físico e psicológico leva a um desequilíbrio desse sistema de defesa facilitando a reativação do vírus. Exposição prolongada ao sol e ao frio, assim como a menstruação, também são citados como fatores desencadeantes.

Os surtos podem ser controlados com medicamentos que aceleram a cicatrização e evita recidivas. É necessário que haja solução de continuidade (escoriações) da pele ou mucosa, pois o vírus não penetra em mucosas íntegras.

70% das transmissões do HERPES GENITAL ocorrem na fase assintomática da doença. O vírus se dirige aos gânglios do tecido nervoso onde permanece em estado de latência até que ocorra um ambiente favorável (queda da resistência) para sua reativação.

Muitos portadores de herpes acabam tendo recidivas com muita frequência, enquanto outros após longos períodos de remissão o que está intimamente relacionado com seu sistema imunológico.

HERPES SIMPLES NEONATAL 

Durante a gravidez a infecção pelo herpes simples é preocupante porque pode contaminar o bebê durante o trabalho de parto vaginal, nesses casos a operação cesariana é indicada.

PERÍODO DE INCUBAÇÃO E TRATAMENTO

Em média o período de incubação é de 7 a 10 dias após o contato.

O tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível com antivirais e como o vírus é altamente infectante cuidados de higiene local é muito importante.

  • lavar bem as mãos
  • higiene íntima reforçada
  • não furar as bolhas 
  • evitar contato direto com outras pessoas através de beijos ou contato oral genital.

COMO CONTAR AO PARCEIRO (A) QUE TENHO HERPES GENITAL?

Pode ser complicado, mas é importante falar. Uma relação de cumplicidade e confiança deve ser estabelecida.

O uso de preservativos diminui o risco de contaminação, mas durante o período da infecção por reativação do vírus, o contato sexual deve ser evitado.

Leia também: IST Infecções Sexualmente Transmissíveis

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